15 junho 2012

CORINTIANO OU FLAMENGUISTA...

Como nasce um torcedor fanático?
Como explicar o risco de perder a vida por conta da paixão?
Paixão corintiana, flamenguista ou por outro clube qualquer.
Seria explicar o inexplicável? Uma coisa é certa: o fanático não raciocina. Apenas sente. Fanatismo é o resultado de uma adesão cega.
Seja a uma religião, um partido, um clube ou uma pessoa.
O torcedor fanático não...
...nasce quando é adulto.
O fanatismo começa quando se é criança. Na ausência do uso do raciocínio, toda sua energia é colocada nos sentimentos do coração.
Os pais iniciam esse processo de "conversão", levando a criança aos estádios cheios. O farto colorido, somado à algazarra da torcida, estimula a adesão cega. A partir de então, a criança é possuída pela paixão. E a carrega pelo resto da vida. Ela é capaz de trocar de religião, de marido/mulher, de profissão, de tudo, menos de clube.
Qual o lucro prático disso tudo? Nada. Como ex-botafoguense, posso garantir, mais foram as decepções e aborrecimentos do que as alegrias. Isso acontece com todos os torcedores. E mesmo nas alegrias, nada me acrescentava. O jovem entra na faculdade, recebe informações, ideias e pensamentos. Recebe uma formação acadêmica. Se ele foi aplicado nos estudos e coloca em prática tal formação, seu futuro é garantido. Pelo menos, teoricamente. Já o mesmo não se aplica à fé inteligente. Ela não nasce do acaso, nem por interferência alheia. Antes, ela é uma revelação vinda do Trono do Altíssimo. Isaías 53.1
Como algo extremamente sublime, precioso e poderoso, a revelação da fé sobrenatural faz os sonhos tornarem-se realidade. Traz à existência o inexistente. E não tem limites. Foi assim com Abraão. Ouviu a Voz de Deus e obedeceu a Sua direção. Resultado: tornou-se a própria bênção. Não teve limites em toda a sua vida.
“Era Abraão já idoso, bem avançado em anos; e o SENHOR em tudo o havia abençoado.” Gênesis 24.1
Como explicar essa qualidade de fé? Não se explica. Apenas se vive por meio da obediência. Abraão foi o princípio da fé inteligente. Pensava consigo: se me aliar ao Criador, nada me será impossível. Essa convicção o levou à obediência incondicional. E as bênçãos também.

Fonte: blog
do bispo Macedo

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